11 de fevereiro de 2013

A Improvisada Apresentação de Sweeney Todd Reproduzida por Crianças

Está é uma historia que desenterrei de muitos tempos que esteve salva como rascunho aqui nos arquivos do blog e agora estou finalmente a publicando, sem muitas edições. Aprecie.

   Tudo começou quando estavam lá 15 amigos reunidos, 9 garotos e 6 garotas que adoravam assistir o filme Sweeney Todd e as peças de teatro até que um dia, João disse:
- O que vocês acham da gente reproduzir a peça Sweeney Todd e convidarmos todos os nossos amigos do bairro para ver?
- Mas isso não vai dar certo. Ninguém aqui sabe cantar ópera. E o figurino? E as navalhas? E...
_Disse Violeta até ser interrompida por Laura.
- Nós não precisamos ser perfeitos! Eu tenho umas fantasias bem legais na minha casa.
- Tá, e as navalhas? _ Disse,  Brenda.
- Ah, sei lá...podemos pedir emprestado para o tio do Carlos, ele é cabeleireiro!_Respondeu, Laura.
- Muito bem, vamos organizar tudo isso agora!_Disse em voz alta, Carlos e continuou:
- Quem aí sabe cantar? Eu sei, já fiz aula.
Apenas João, Violeta, Danilo, Nicolas, Roberto, Fernando, Brenda e Ana Luciana levantaram a mão.
- Ok, todos vocês vão fazer os papéis principais e eu também. Os outros serão policiais, as loiras do hospício e o Doutor Fogg. Quem aí se oferece para ser o Doutor Fogg? - Disse Carlos, como se fosse um verdadeiro diretor.
- Eu quero! Melhor do que ser policial. - Disse, Francisco.
- Ok, Maurício e Gustavo serão os policiais e Laura, Bianca e Vitória serão as loiras do hospício.
- E quanto a nós, Carlos? - Perguntou Nicolas se referindo aos que sabiam cantar.
- Bem...deixa eu tentar lembrar de cada personagem...Quem quer ser o Sweeney Todd?
- Eu quero, e o nome dele na verdade é Benjamin Barker! Eu não sou um bom ator mas acho que vou me dar bem nesse papel. - Disse João.
- Ok, ok! E quem quer ser a Sra. Lovett?
- Só pelo cabelo, nós já sabemos quem iria ser a perfeita Sra. Lovett. - Disse Ana Luciana. - A Violeta!
- Obrigada, Ana Lú! Eu aceito. - Disse Violeta.
- Certo, quem vai ser o Sr. Turpin?
  Assim em diante, todos já haviam escolhido seus papéis:
  • Benjamin Barker - João
  • Sra. Lovett - Violeta
  • Sr. Turpin - Danilo
  • Banford - Nicolas
  • Adolfo Pirelli - Carlos
  • Toby - Roberto
  • Anthony - Fernando
  • Johanna - Brenda
  • Lucy - Ana Luciana
  • Policiais - Gustavo e Maurício
  • Doutor Fogg - Francisco
  • Loiras do Hospício - Laura, Bianca e Vitória
  • Cinco clientes de Sweeney Todd - Danilo, Nicolas, Roberto, Fernando e Maurício
  • Público da cena de Pirelli's Miracle Elixir - Todos menos Nicolas e Turpin
- Agora, precisamos decorar as falas e as letras! - Disse Carlos.
- Ah, as falas a gente já sabe, não precisa ficar perfeito! Nós já sabemos mais ou menos o que dizem no filme! Já as letras, nós vamos em algum site de letras e escolhemos algumas. - Disse Bianca.
- Por que "algumas"? - Perguntou Maurício.
- Porque a peça é enorme, nem no filme não foram todas as letras. Podemos resumir mais um pouco também.
- Posso sugerir? Faço uma lista com as letras que não serão retiradas agora mesmo! - Disse Brenda.
- Ok! - Respondeu Carlos.
Brenda faz a lista, incluindo praticamente tudo que tem no filme.- Mas, e quanto a Kiss Me? Você vive dizendo que adora! - Protestou Fernando.
- Sim, mas a música é muito difícil!
- Aham, então...não vai ter a cena do beijo?
- Ah, eu sabia que tinha alguma coisa por trás disso! - Respondeu Brenda.
- Ora, mas é lógico que vai ter o beijo de vocês dois! - Disse Carlos.
- Ah...mas eu...- Disse Brenda, sendo foi interrompida  por Carlos.
- Vai ter a cena do beijo sim, Brenda! Imagina só que sucesso, que romântico!!
- É, Brenda. Seja mais romântica! Ou melhor, Johanna. - Disse Fernando.
- Não liga para eles, Brenda, isso é só teatro! - Disse Bianca para ajuda-la.
    No dia seguinte, na casa de Violeta para usar o figurino, cada um trouxe alguma coisa, Carlos com as navalhas, Bianca com as letras e Carlos com as cenas anotadas num papel.
  E depois de tudo pronto, convidaram os amigos do bairro e foram se apresentar!
- Carlos, o que vai ser o sangue? - Perguntou João.
- Nem pensamos nisso!! Ah, você dá um jeito nisso.
Na peça...
ANTHONY.  Está tudo bem, senhor Todd?
SWEENEY TODD. Você é jovem, a vida esteve sido bom com você.
(...)
SRA. LOVETT. ♪ The worst pies in London! ♫
(...)
SRA. LOVETT. ♪ There was a barber and his wife, and he was beautiful. ♫
(...)
ANTHONY. ♪ I feel you, Johanna. I feel you ♫
(...)
TURPIN. Se eu ver sua cara na rua de novo, você vai amaldiçoar o dia em que nasceu!
(...)
ANTHONY. ♪ I'll steal you, Johanna, I'll Steal you. Do they think that's walls can hide you? Even now I'm at your window. I am in the dark beside you. Buried sweetly in your yellow hair...♫
(...)
Enfim, o teatro foi um sucesso e eles estavam muito felizes até receberem a noticia seguinte no jornal:
 Ontem em uma pequena cidade do interior de São Paulo, garoto é mandado para a delegacia após matar várias crianças com uma navalha. O barbeiro que trabalhava perto da cena do crime também é levantado como suspeito por ter emprestado as navalhas. "O crime foi sucedido inofensivamente quando todos achavam que era uma peça de teatro." - Diz, Brenda, uma das meninas que presenciou tudo.  Fim.

2 comentários:

  1. Ficou sensacional!!Adorei :) Você sempre escreveu bem e com muitos mistérios na trama ^^
    Que sombrio o final..não esperava por essa :0

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    1. Obrigada! Hahah eu tinha 12 anos quando escrevi isso.

      beijo

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